Custos Energéticos no Regadio

Custos Energéticos no Regadio

pivot-1-150x150 Custos Energéticos no RegadioRegadio – medidas para redução dos encargos com a energia eléctrica

A FENAREG defende a redução dos encargos com a energia no sector da agricultura regadio, que assumem um peso cada vez maior no sector, chegando a representar 70% do custo da água de rega.

A FENAREG propõe um conjunto de medidas para reduzir esses encargos energéticos no sector. A principal diz respeito aos contratos de potência que são desajustados ao sector da agricultura, devido à sazonalidade da actividade. Os agricultores para regar têm de contratar a potência máxima que permita o funcionamento do sistema de rega. Também as suas Associações de Regantes e Beneficiários, para transportar e distribuir água às explorações agrícolas têm de contratar a potência máxima para funcionamento do sistema. No entanto, só utilizam essa potência quando regam mas têm de a contratar todo o ano.

Em Portugal, na década de 80, ao abrigo da Portaria 171/78 de 29 de Março, havia a possibilidade de considerar essa sazonalidade da agricultura nas potências contratadas: o n.º 1 do Artigo 4.º desse diploma determinava como consumo sazonal a bombagem de água para rega e estabelecia o sistema tarifário para dois períodos anuais: Inverno de 1 de Novembro a 30 de Abril e Verão de 1 de Maio a 31 de Outubro. Esta Portaria não é referenciada como não estando em vigor, no entanto, como sabemos deixou se ser aplicada.

A FENAREG defende a reintrodução desta medida para o nosso sector, que poderá significar reduções de 50% no custo energético da agricultura de regadio, valor muito mais significativo que a chamada “electricidade verde” e que não onera directamente o orçamento de Estado!